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10 de abr de 2016

Meu anjo

Neste dia 25 de abril meu anjo estará completando seis anos... Só posso agradecer a Deus pela oportunidade de conviver com o maior de todos os tesouros da minha vida!!!! video

22 de jun de 2015

Resenha Crítica do Romance Dom Casmurro


Publicado em: 1899
Machado de Assis
Idioma original:
Língua portuguesa
Gêneros: Ficção, Romance, Memórias

Resenha Crítica por: Bruna Silva


       A narrativa inicia-se dentro de um trem. Quando uma certa pessoa, que era poeta, impõe a Bento o nome de Dom Casmurro. A partir daí o mesmo começa a relatar a historia.
              Dona Glória, mãe de Bento Santiago da família Santiago, era muito religiosa. Ela fez uma promessa, que consistia no seguinte: se o filho vingasse o mesmo seria colocado no seminário.
              Bentinho, como era conhecido, acabou descobrindo a promessa, e falava que não ia entrar no seminário de maneira nenhuma. O mesmo possuía seus motivos – O amor por Capitolina (membro da família Pádua), não permitia que ele fosse convencido á ir.
              Já Capitu propôs a ele que deveria ir mas possuía planos, para fazer com que Bentinho não fosse para o seminário. Então sugeriu á ele que falasse com José Dias (o agregado) a convencer Dona Glória para ela mudar de opinião. Mas isso não foi suficientemente, e a proposta continuava de pé.
              O romance se fortalece cada vez mais Bentinho e Capitu, trocam promessas impondo planos para o futuro de quando Bentinho saísse do seminário, já sendo padre.
              Bento entra no seminário. Lá conhece Escobar que vira seu melhor amigo. Os dois conversam e relatam seus segredos, de que nenhum queria ou poderia seguir a vida religiosa. Escobar seguiria os negócios comerciais. E Bentinho ficaria com Capitu – seu grande amor.
              Com Bentinho no seminário Capitu aproximasse-se de Dona Glória.
              Aos dezessete anos Bentinho sai do seminário, e vai estudar. Forma-se em direito. E aos vinte e dois anos volta para casa. Onde se encontra D. Glória, prima Justina e tio Cosme.
             Escobar entra no mundo do comércio. Logo o destino coloca alianças, para unir os jovens. Escobar se casa com Sancha (melhor amiga de Capitu) e Bentinho se casa com Capitu. Sancha e Escobar têm uma filha que dão o nome de Capitolina em homenagem a amiga do casal. Já Bentinho e Capitu têm complicações em ter seu primeiro filho. Até que com muito custo, nasce Ezequiel, ele recebe esse nome em homenagem á Escobar - amigo do casal.
             O tempo passa, a criança cresce e Capitu acaba dizendo ao Bentinho que o menino tem semelhanças a Escobar, no seu jeito físico e suas imitações.
             Escobar morre afogado. No seu velório Capitu chora muito, e isso fortalece a opinião de Bentinho em achar que foi traído por Capitu. Algum tempo depois Capitu e o filho vão para a Suíça, lá ela acaba falecendo.
             Ezequiel tenta ter relações com o pai, mas desde sempre, como na sua infância ele tenta envenena-lo com uma xícara de café. Bentinho sempre rejeita o filho declarando que não é seu pai. O menino Ezequiel morre de febre tifoide em Jerusalém.
              Contudo a obra de Machado de Assis fica com as opiniões abertas, pois não há provas e indícios de que Capitu tenha traído Bentinho, com Escobar. Isso cabe a compreensão de cada leitor.



17 de mai de 2015

Plano de aula - Ensino Médio

ESTADO DO ACRE
Secretaria de Educação e Esportes
E. E. E. M. João Ricardo de Freitas

Disciplina: Língua Portuguesa e Literatura Brasileira
Professora: Silvana Nunes do Valle
Ano Letivo: 2015
Ensino Médio

Leitura e Interpretação
Intertextualidade
Objetivos:
·           Ler e compreender um texto poético;
·           Perceber a função dos verbos na construção de uma ideia;
·           Expressar-se oralmente sobre um tema;
·           Realizar inferências;
·           Possibilitar que o aluno construa um texto coerente e coeso sobre o tema;
Conteúdo:
·           Verso, versificação, rima e ritmo;
·           Estudo do verbo de ação;
·           Oralidade;
·           Colocação pronominal adequada;
·           Intertextualidade;
Ano:
1ª e 2ª série
Tempo estimado:
Quatro aulas
Material necessário:
Data show, caixa de som, cópias da letra da música “linhas tortas”, quadro branco, pincel.
Atividades:
·           Leitura compartilhada do texto “O menino que escrevia versos”
·           Discussão sobre o texto ( falar do tipo e gênero do texto, relembrando a importância de cada elemento na construção de uma narrativa);
·           Levantamento dos conhecimentos prévios:
Escrever o título “LINHAS TORTAS” no quadro e questionar os alunos sobre o que eles imaginam que o texto irá abordar, levando sempre em conta as suas respostas. (lembrar os alunos que o título é parte indispensável e que cabe a ele fazer com o leitor se interesse pelo texto)
·           Fazer um breve comentário sobre o texto e seu autor, mas sem aprofundar o assunto, deixando assim que os alunos fiquem curiosos...
·           Ler o texto com os alunos no projetor, ou em cópias;
·           Assistir ao clipe da música com atenção;
·           Após assistir, deixar que os alunos expressem livremente sua opinião sobre a música;
·           Pedir que os alunos relacionem que pontos existem em comum entre os dois textos estudados (espera-se que eles percebam que em ambos a temática é a mesma: um menino que gosta de escrever versos)
·           Retomar o conceito de intertextualidade.

Avaliação:
·           Observar os comentários dos alunos fazendo intervenções quando necessário;
·           Ao final da sequencia a avaliação será feita através da análise do texto produzido, observando a coerência das ideias e a adequação da linguagem;
·           Nesse momento não será avaliada a construção gramatical, o foco inicialmente é a organização do texto, por isso cada aluno deverá ler seu texto para a apreciação da sala.
Anexos:
Linhas Tortas
Alguns às vezes me tiram o sono
Mas não me tiram o sonho
Por isso eu amo e declamo, por isso eu canto e componho
Não sou o dono do mundo, mas sou um filho do dono
Do verdadeiro Patrão, do verdadeiro Patrono
- E aí, Gabriel, desistiu do cachê?
- Cancelei um trabalho aí pra não me aborrecer
- Explica melhor, o que foi que você fez?
- Tá, tudo bem, eu explico pra vocês
Tudo começou na aula de português
Eu tinha uns cinco anos, ou talvez uns seis
Comecei a escrever, aprendi a ortografia
Depois as redações, para a nossa alegria
Professora dava tema-livre, eu demorava
Pra escolher um tema, mas depois eu viajava
E nessas viagens os personagens surgiam
Pensavam, sentiam, choravam, sorriam
Aí a minha tia-avó, veja só você
Me deu de aniversário uma máquina de escrever
Eu me senti um baita jornalista, tchê
Que nem a minha mãe, que trabalhava na TV
Depois, já aos quinze, mas com muita timidez
Fiquei muito sem graça com o que a professora fez
Ela pegou meu texto e leu pra turma inteira ouvir
Até fiquei feliz, mas com vontade de fugir
Então eu descobri que já nasci com esse problema
Eu gosto de escrever, eu gosto de escrever, crer, ver
Ver, crer, eu gosto de escrever e escrevo até até poema
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão
- Ih, pensador, isso é grave, hein!
É, vovó dizia que eu já escrevia bem
Tentei me controlar, me ocupar com um esporte
Surf, futebol, mas não era o meu forte
Um dia eu fiz uns raps e achei que tava bom
Me batizei de Pensador e quis fazer um som
Ficar famoso e rico nunca foi minha meta
Minha mãe já era isso, eu só queria ser poeta
Meu pai, um homem sério, um gaúcho de POA
Formado em medicina, não podia acreditar
Ao ver o seu garoto Gabriel
Com um fone nos ouvidos, viajando com a caneta no papel
- O que cê tá fazendo? Vai dormir, moleque!
- Ah, pai, peraí, eu só tô fazendo um rap!
Ninguém sabia bem o que era, mas eu tava viciado naquilo
E viciei uma galera!
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão
Não tô vendendo crack, não tô vendendo pó
Não tô vendendo fumo, não tô vendendo cola
Mas muitos me disseram que o que eu faço é viciante
E vicia os estudantes quando eu entro nas escolas
Até os professores às vezes se contaminam
Copiam minhas letras e textos e disseminam
Sementes do que eu faço, já não sei se é bom ou mau
Mas sei que muito aluno começa a fazer igual
Escrevendo poemas, escrevendo redações
Fazendo até uns raps e umas apresentações
Me lembro dos meus filhos e a saudade é cruel
Solidão me acompanha de hotel em hotel
Casamento acabou, eu perdi na estrada
O amor que ainda tenho é o amor da palavra
É falar e cantar, despertar consciências
Dediquei a vida a isso e a maior recompensa
É servir de referência pra quem pensa parecido
Pra quem tenta se expressar e nunca é ouvido
É olhar pra minha frente e enxergar um mar de gente
E mergulhar no fundo dos seus corações e mentes
É esse o meu mergulho, não é o do Tio Patinhas
É esse o meu orgulho, escrever as minhas linhas
Escrevo em linhas tortas, inspirado por alguém
Que me deu uma missão que eu tento cumprir bem
Escuto os corações, como um cardiologista
Traduzo o que eles dizem como faz qualquer artista
Que ganha o seu cachê, que é fruto do trabalho
De cigarra e de formiga, e eu não sei o quanto eu valho
Mas sei que quando eu ganho, divido e multiplico
E quanto mais eu vou dividindo, mais fico rico
Rico da riqueza verdadeira que é de graça
Como um só sorriso que ilumina toda a praça
Sorriso emocionado de um senhor experiente
Em pé há duas horas debaixo do sol quente
Ouvindo os meus poemas em total sintonia
Eu sou ele amanhã, e hoje é só poesia.
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão
Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso
Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso
Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão
Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão

O menino que escrevia versos (Mia Couto)
De que vale ter voz
se só quando não falo é que me entendem?
De que vale acordar
se o que vivo é menos do que o que sonhei?
— Ele escreve versos!
Apontou o filho, como se entregasse criminoso na esquadra. O médico levantou os olhos, por cima das lentes, com o esforço de alpinista em topo de montanha.
— Há antecedentes na família?
— Desculpe doutor?
O médico destrocou-se em tintins. Dona Serafina respondeu que não. O pai da criança, mecânico de nascença e preguiçoso por destino, nunca espreitara uma página. Lia motores, interpretava chaparias. Tratava bem, nunca lhe batera, mas a doçura mais requintada que conseguira tinha sido em noite de núpcias:
— Serafina, você hoje cheira a óleo Castrol.
Ela hoje até se comove com a comparação: perfume de igual qualidade qual outra mulher ousa sequer sonhar? Pobres que fossem esses dias, para ela, tinham sido lua-de-mel. Para ele, não fora senão período de rodagem. O filho fora confeccionado nesses namoros de unha suja, restos de combustível manchando o lençol. E oleosas  confissões de amor.
Tudo corria sem mais, a oficina mal dava para o pão e para a escola do miúdo. Mas eis que começaram a aparecer, pelos recantos da casa, papéis rabiscados com versos. O filho confessou, sem pestanejo, a autoria do feito.
— São meus versos, sim.
O pai logo sentenciara: havia que tirar o miúdo da escola. Aquilo era coisa de estudos a mais, perigosos contágios, más companhias. Pois o rapaz, em vez de se lançar no esfrega-refrega com as meninas, se acabrunhava nas penumbras e, pior ainda, escrevia versos. O que se passava: mariquice intelectual? Ou carburador entupido, avarias dessas que a vida do homem se queda em ponto morto?
Dona Serafina defendeu o filho e os estudos. O pai, conformado, exigiu: então, ele que fosse examinado.
— O médico que faça revisão geral, parte mecânica, parte eléctrica.
Queria tudo. Que se afinasse o sangue, calibrasse os pulmões e, sobretudo, lhe  espreitassem o nível do óleo na figadeira. Houvesse que pagar por sobressalentes, não importava. O que urgia era pôr cobro àquela vergonha familiar.
Olhos baixos, o médico escutou tudo, sem deixar de escrevinhar num papel. Aviava já a receita para poupança de tempo. Com enfado, o clínico se dirigiu ao menino:
— Dói-te alguma coisa?
—Dói-me a vida, doutor.
O doutor suspendeu a escrita. A resposta, sem dúvida, o surpreendera. Já Dona Serafina aproveitava o momento: Está a ver, doutor? Está ver? O médico voltou a erguer os olhos e a enfrentar o miúdo:
— E o que fazes quando te assaltam essas dores?
— O que melhor sei fazer, excelência.
— E o que é?
— É sonhar.
Serafina voltou à carga e desferiu uma chapada na nuca do filho. Não lembrava o que o pai lhe dissera sobre os sonhos? Que fosse sonhar longe! Mas o filho reagiu: longe, porquê? Perto, o sonho aleijaria alguém? O pai teria, sim, receio de sonho. E riu-se, acarinhando o braço da mãe.
O médico estranhou o miúdo. Custava a crer, visto a idade. Mas o moço, voz tímida, foi-se anunciando. Que ele, modéstia apartada, inventara sonhos desses que já nem há, só no antigamente, coisa de bradar à terra. Exemplificaria, para melhor crença. Mas nem chegou a começar. O doutor o interrompeu:
— Não tenho tempo, moço, isto aqui não é nenhuma clinica psiquiátrica.
A mãe, em desespero, pediu clemência. O doutor que desse ao menos uma vista de olhos pelo caderninho dos versos. A ver se ali catava o motivo de tão grave distúrbio. Contrafeito, o médico aceitou e guardou o manuscrito na gaveta. A mãe que viesse na próxima semana. E trouxesse o paciente.
Na semana seguinte, foram os últimos a ser atendi dos. O médico, sisudo, taciturneou: o miúdo não teria, por acaso, mais versos? O menino não entendeu.
— Não continuas a escrever?
— Isto que faço não é escrever, doutor. Estou, sim, a viver. Tenho este pedaço de vida — disse, apontando um novo caderninho — quase a meio.
O médico chamou a mãe, à parte. Que aquilo era mais grave do que se poderia pensar. O menino carecia de internamento urgente.
— Não temos dinheiro — fungou a mãe entre soluços.
— Não importa — respondeu o doutor.
Que ele mesmo assumiria as despesas. E que seria ali mesmo, na sua clínica, que o menino seria sujeito a devido tratamento. E assim se procedeu.
Hoje quem visita o consultório raramente encontra o médico. Manhãs e tardes ele se senta num recanto do quarto onde está internado o menino. Quem passa pode escutar a voz pausada do filho do mecânico que vai lendo, verso a verso, o seu próprio coração. E o médico, abreviando silêncios:
— Não pare, meu filho. Continue lendo...

Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955. Foi jornalista e atualmente é professor e biólogo. É sócio correspondente, eleito em 1998, da Academia Brasileira de Letras, sendo sexto ocupante da cadeira 5, que tem por patrono Dom Francisco de Sousa. Como biólogo, dirige a Avaliações de Impacto Ambiental, IMPACTO Lda., empresa que faz estudos de impacto ambiental, em Moçambique. Mia Couto tem realizado pesquisas em diversas áreas, concentrando-se na gestão de zonas costeiras. Além disso, é professor da cadeira de ecologia em diversos cursos da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

Como escrever uma crítica literária?

Método 1 de 4: Aprendendo sobre o Livro

ü  Escolha um livro que possa lhe interessar. Se você estiver escrevendo uma crítica para uma aula, escolha um livro com certo mérito literário. Livros que ganharam prêmios como o Jabuti, o Miguel de Cervantes, etc., são boas escolhas. Evite livros populares como Crepúsculo.
ü  Se você estiver escrevendo uma crítica literária para um jornal ou outra publicação, escolha uma obra notável que tenha sido publicada recentemente. Novamente, busque livros que tenham recebido prêmios.
ü  Conheça o livro. Leia as orelhas do livro, que geralmente oferecem um resumo da obra (sem ceder o final). Descubra qual o gênero do livro. É ficção, não-ficção, poesia, infanto-juvenil, romance, sci-fi, etc.? [1]
ü  Pesquise sobre o autor. Descubra se ele ou ela escreveu outras obras ou ganhou outros prêmios. Pesquise o estilo de escrita dele. Saber o histórico e o estilo do autor lhe ajudará a conhecer o contexto da obra. Ele/ela escreve como Hemigway – com frases longas e desgastantes – ou possui um estilo único, como o texto corrido de José Saramago? [2]
ü  Leia o prefácio ou introdução se o livro possuir um. Prefácios podem dizer muito sobre o livro – de onde o autor tirou a ideia, o que esperar da obra, quais os objetivos do livro, etc..

Método 2 de 4: Lendo o Livro

ü  Faça anotações enquanto lê. Anotações lhe ajudarão a memorizar tudo o que você esteve pensando ou sentindo enquanto lia o livro. Algumas vezes, você não gosta do livro de início, mas acaba amando-o no final. Anotações lhe farão lembrar do motivo por trás da sua mudança de opinião.
ü  Faça uma lista de personagens. No mínimo, faça uma lista contendo os personagens primários. Observe a personalidade do personagem no início e no fim do livro. Tente descobrir o que cria uma mudança na personalidade dele. Algum evento específico do livro fez o personagem mudar? [3]
ü  Algumas outras questões que você deve fazer enquanto lê são: Quais são os personagens principais do livro? Como eles afetam a história? Você gosta deles ou tem certa antipatia com eles?
ü  Decida o que você acha que é a ideia principal por trás da obra. A ideia principal é o foco da história. Seu trabalho é determinar se a ideia do autor é ou não boa, ou criativa de alguma maneira. Você concorda com a ideia? O autor dá um bom suporte à sua ideia?
ü  Por exemplo, no Mágico de Oz, a ideia principal é que Dorothy está numa jornada para encontrar o mágico e retornar para casa. [4]
ü  Faça uma lista contendo os temas notados. O tema é um conceito universal ou mensagem que o autor tenta passar pela escrita. Alguns temas comuns são: caos VS ordem; o ciclo da vida; amor e sacrifício; homem contra natureza; etc.. Como o autor aborda tais temas? Você acha que ele faz um bom trabalho dando apoio a tais temas pela escrita? [5]
ü  Determine o argumento do autor, se houver um. O argumento poderia ser algo como “prejudicar a natureza é mal”. Você precisa determinar como o autor apoia seu argumento. Ele faz um bom trabalho? Você concorda com o argumento?
ü  Escreva quaisquer citações que lhe chamem a atenção. Nesse caso, uma citação não é necessariamente algo que o personagem diz, mas algumas linhas do livro que resumam bem o trabalho do autor apoiem o tema ou argumento, ou que exemplifiquem bem o estilo do escritor.
ü  Eis um exemplo de O Chamado da Selva, de Jack London: “Mas na realidade eles eram uma raça de lobos selvagens. Todas as noites, regularmente, às nove, à meia-noite, às três, eles cantavam uma música noturna; um canto estranho e arrepiante, que Buck tinha grande prazer de acompanhar. (Capítulo 3, Página 27). Nessa citação, Buck, um cão domesticado, cede à natureza básica de juntar seu uivo ao dos lobos selvagens. Através dessa citação, London brinca com a Relação do Homem com a Natureza.

Método 3 de 4: Escrevendo sua Crítica Literária

ü  Compreenda a estrutura de uma crítica literária. Críticas começam com um resumo do livro, evitando ceder muitas informações sobre o mesmo. O parágrafo resumidor é seguido por um que reúne suas opiniões quanto ao livro.
ü  Se você estiver escrevendo isso para uma aula, ou possuir instruções específicas relativas à estrutura da análise literária, siga as instruções cedidas. Geralmente, críticas literárias que devem ser feitas para uma aula terão um parágrafo de resumo e outro sobre sua opinião.
ü  Mantenha o público em mente. O público é o grupo de leitores (talvez seu professor e seus colegas) que lerá a crítica literária. Lembre-se de que o público não precisa ler o livro. Você precisa apresentar os personagens e a trama eficientemente para que o público consiga compreender aspectos básicos da obra. [6]
ü  Escreva o resumo. Faça um resumo breve. Discuta a ideia principal do livro, a trama e os personagens. Não detalhe demais – você tem um espaço limitado para discutir, portanto, dê apenas os detalhes mais importantes acerca da trama e dos personagens.
ü  Escreva sua avaliação. Escolha três pontos vitais para discutir sobre o livro. É aqui em que você discutirá os temas da obra. É aqui também que você dará sua opinião sobre o livro. Você pode usar citações para dar apoio ao argumento, mas certifique-se de que elas não sejam longas. Lembre-se: Você não tem muito espaço para escrever. [7]
ü  Quais temas o autor abordou? Eles foram eficientemente abordados? Você concordou com eles? O livro lhe atraiu emocionalmente ou logicamente? Você gostou do livro? Por que, ou por que não? Como esse livro pode ser comparado a outras obras do mesmo gênero, ou a outros trabalhos do autor? Como é o estilo do autor? Você gostou do estilo do autor?
ü  Termine seu artigo ao incluir uma frase ou duas sobre a editora e o preço. Se você possuir instruções específicas relativas a execução desse passo ou não, execute-as. A maioria das críticas termina co uma frase que diz qual a editora do livro e quais os preços das cópias. Algumas críticas terminam com o ano de publicação do livro e seu número ISBN. [8]
ü  O número ISBN é o identificador comercial da obra. Ele geralmente se localiza na página de Direitos-Autorais, na frente do livro.

Método 4 de 4: Finalizando a Crítica Literária

ü  Leia seu ensaio com olhos de público. Finja que você não leu o livro. Você consegue compreender tudo o que foi escrito? Você compreende bem a trama do livro, os personagens e os temas? Sua escrita é de fácil compreensão? Seu argumento faz sentido? [9]
ü  Peça para que alguém leia sua crítica. Pedir que alguém leia a crítica é uma ótima maneira de garantir que seu trabalho é claro e de fácil compeensão.
ü  Verifique a ortografia. Certifique-se de que o nome do autor, o título do livro, os nomes dos personagens e a editora sejam escritos corretamente. Se você incluir citações, certifique-se de que elas são precisas e combinem com o que está escrito na obra.
ü  Revise a crítica. Certifique-se de que não haja erros e de que tudo está gramaticalmente correto. Leia a crítica em voz alta para descobrir quaisquer frases estranhas. Reler o escrito em voz alta lhe ajudará a determinar se sua escrita parece (ou não ) estranha.

Dicas
ü  Tente explorar diferentes fontes para reunir informações. Não acredite em tudo o que encontrar na Wikipédia. Bibliotecas e grupos de discussão são ótimos lugares para aprender o que outras pessoas acham sobre o autor e o livro criticado.
ü  Quando escrever sua opinião, ela pode ser pessoal. É SUA opinião, afinal de contas.

Avisos
ü  Quando você estiver delineando a trama, não revele qualquer elemento que possa estragar a história – como mortes ou casamentos. Isso é especialmente importante para pessoas escrevendo críticas para publicações mais famosas – como revistas ou jornais.



Data do acesso: 17/05/2015 ás 21:10

28 de dez de 2014

Listas de Ano Novo

Dia 28 de dezembro de 2014...
O ano está acabando e chegou a aquele momento de repensar em tudo que fizemos ou deixamos de fazer durante o ano... E aquela lista de resoluções? Será que as cumprimos? Bom no meu caso, a maior parte das coisas eu não consegui realizar... Mas aí vai minha lista de ano novo para 2015:
1 - Ler mais;
2 - Passear com meus filhos pelo menos uma vez por semana;
3 - Me dedicar mais a literatura;
3 - Fazer um projeto para o mestrado;
4 - Ser mais calma;
5 - Entrar na academia;
6 - Perder 10 kg;
7 - Voltar a usar salto alto;
8 - Perdoar mais;
9 - Separar um tempo só para namorar;
10 - Ser felizzzzzzz;
 

9 de dez de 2014

Meu queridos de 2014



Se podemos ser ótimos, por que ser bons? 

Ser chamada de chata é rotina, já perdeu até a graça, às vezes até me deixa um pouco triste... Queria muito que todos entendessem que esse é meu jeito de desejar o melhor para vocês.
Esse ano foi muito importante pra mim, um novo caminho, escola nova, rotina nova... filha nova, rsrsr, mas foi inesquecível... "Cada pessoa só pode oferecer aquilo tem", assim cada um de meus alunos acrescentou algo a minha trajetória profissional e pessoal e por isso sou grata a cada um dos que passaram por mim assim como aqueles que virão... Sorte, sucesso e saúde é tudo que posso desejar! 
Todo ano é assim... Conheço pessoas especiais e tenho que me despedir, mas a vida segue seu rumo e tenho certeza de que fiz o que pude para plantar uma ideia na mente de cada um deles... Que no novo ano cada um de vocês possa ser cada vez melhor!!! Amo!


9 de nov de 2014

1 de nov de 2014

Didática X Prática


Por Silvana Nunes do Valle[1]

Quando falamos em Didática é comum nos depararmos com pensamentos equivocados a respeito da real função dela em nossa prática diária, sabemos entretanto que ela tem um papel decisivo na formação docente de qualidade. A priori a didática refere-se ao modo como deve-se proceder dentro da sala de aula, no planejamento e nas práticas educacionais diversas, mas é preciso entender se esta de fato tem uma aplicabilidade eficiente na formação do aluno enquanto agente social integrante e atuante na comunidade.
As teorias educacionais mais relevantes são aquelas elaboradas por profissionais de outras áreas que “emprestam” suas observações à pedagogia, mas que não são de fato pedagogos. Isso nos leva a duvidar por vezes da eficácia dessas metodologias no processo de ensino-aprendizagem como eixo formador de cidadãos e ideologias.
Algumas noções e procedimentos defendidos de maneira fervorosa por alguns estudiosos podem surtir efeito em um “mundo ideal”, onde todos os alunos estejam bem alimentados, tenham uma família estruturada, tenham pais presentes e queiram aprender... Infelizmente essa não é a realidade da maior parte da clientela nas escolas brasileiras, em uma mesma sala nos deparamos com uma infinidade de especificidades e distinções que precisam ser levadas em consideração em todas as etapas do ensino.
O ponto crucial a ser discutido é que não pode haver teoria sem prática, só aquele que entende a educação como engrenagem e convive no dia a dia de uma sala de aula pode entender a didática e filtrar aquilo que é aproveitável dela de forma prática, sem essa aproximação com o ensino não é possível se falar de teorias da educação, caso contrário elas não passam disso: “teorias”.
Talvez o pedagogo seja um sonhador, aquele que acredita na formação do ser completo, coerente e “pronto” para a vida em sociedade, todavia com o tempo percebe-se remando contra a maré de um sistema que elege a didática que mais lhe beneficia. Se o mercado necessita de trabalhadores o ensino se volta para a formação profissional, quando mais tarde a demanda for por técnicos incentiva-se o estudo tecnicista, com tudo se faltam pensadores, as práticas voltam-se para a formação intelectual... As metodologias de ensino não estão sendo direcionadas a ordenação crítica e sim para atender as exigências do mercado de trabalho.
Logo, nota-se que o professor vê-se perdido entre aquilo que aprendeu e aquilo que lhe é exigido dentro do ambiente escolar, deixando muitas vezes de ser “professor” para assumir outras funções das quais o aluno carece. Não são raras as vezes em que o educador age como psicólogo, pai, mãe, sociólogo, assistente social, entre outros papeis que são lhe atribuídos sem que ele sequer perceba. Esse é o reflexo da incoerência de um sistema de ensino falho e sem objetivos claros, porque mais importante do que a formação acadêmica é necessária uma formação humana de qualidade.
                                        



[1]Pedagoga pela UNITINS com especialização em psicopedagogia pela FTBB, professora de Língua Portuguesa da rede pública no Estado do Acre e acadêmica do curso de Letras da UNB/UAB.